Denuvo: um dos grupos que contornava a proteção dos jogos desfez-se depois de um processo em tribunal

O Denuvo é a proteção anticópia que muitos jogos grandes usam no PC nas primeiras semanas ou meses depois do lançamento. Este ano, um grupo chamado DenuvOwO conseguiu contorná-la em mais de 60 jogos. Agora, segundo um dos seus membros, o grupo acabou — e a razão é um processo em tribunal.
O que aconteceu
- A Irdeto, a empresa dona do Denuvo, processou um cracker conhecido como voices38 num tribunal federal dos EUA (Norte da Califórnia), ao abrigo da lei norte-americana DMCA, que proíbe contornar proteções anticópia.
- O processo acusa-o de contornar o Denuvo em 26 jogos e pede uma indemnização e uma ordem para parar. A Irdeto tem também contactado outros serviços para tentar identificar quem está por trás do nome.
- O processo não menciona o DenuvOwO, mas o grupo terá preferido não arriscar.
- O CS.Rin, um dos principais fóruns onde estes jogos circulavam, apagou os links e baniu alguns membros.
O voices38, por seu lado, diz que "tudo vai continuar normalmente".

Um método arriscado para o PC
O DenuvOwO usava uma técnica baseada em hipervisor — um programa que corre por baixo do próprio Windows. O problema, para quem instalava estas versões, é que o método obriga a mexer ou desligar proteções de segurança do Windows. Na prática, deixa o PC mais exposto a programas maliciosos.
O Denuvo pesa nos FPS?
É a eterna discussão, e voltou a aquecer: uma prova de conceito de outro grupo, feita no Assassin's Creed Mirage sem o Denuvo, mostrou em média mais 15% de FPS e mínimos bastante melhores do que a versão protegida. Não é um teste oficial nem independente, mas junta-se a outros casos em que a proteção foi apontada como causa de quebras de desempenho.
O lado legítimo da questão é este: muitos estúdios retiram o Denuvo passados uns meses, através de uma atualização normal. Vale a pena ver na página do Steam de cada jogo se ainda o usa — aparece como "Denuvo Anti-Tamper" na secção de DRM de terceiros.
















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