Portáteis mais caros em 2027? Processador, RAM e SSD já são 68% do custo das peças, e a TrendForce prevê nova queda nas vendas

Se estás a pensar comprar um portátil, os próximos meses não trazem boas notícias. A consultora TrendForce fez as contas a um portátil "normal", com um preço sugerido de 900 dólares, e concluiu que o processador, a RAM e o SSD já representam 68% do custo das peças — no início de 2025 eram 45%.
Para manterem a mesma margem de lucro que tinham no início de 2025, as marcas teriam de vender um portátil equivalente cerca de 80% mais caro. Ninguém o vai fazer de uma vez, mas o caminho é claro.

Vendas a cair outra vez em 2027
Em 2026 as vendas de portáteis devem cair 9,4%, segundo a TrendForce. Este ano ainda foi ajudado pela melhoria no fornecimento de processadores e por compras antecipadas: as marcas e os clientes compraram mais cedo, com medo das subidas. O problema é que essas compras "roubaram" vendas ao futuro.
Para 2027, a TrendForce prevê nova queda, de alguns pontos percentuais. Se os preços da RAM e dos processadores se mantiverem altos e as marcas os passarem para os clientes, a queda pode chegar perto dos 10%. Os números batem com os da IDC, que já tinha mostrado as vendas de PCs a cair 20% no terceiro trimestre.
O que as marcas vão fazer
A TrendForce diz que as marcas não vão conseguir manter ao mesmo tempo o preço, as especificações e o lucro. Restam três caminhos:
- subir os preços, arriscando vender menos;
- aguentar os custos e ganhar menos em cada portátil;
- cortar nas especificações — por exemplo, menos RAM ou um SSD mais pequeno pelo mesmo preço.

O terceiro caminho é o que mais deve preocupar quem joga: um portátil gaming com 16 GB pode voltar a ser "normal" em modelos que deviam ter 32 GB, numa altura em que os jogos novos já pedem 32 GB nos recomendados.
Porquê
A explicação é a mesma de sempre este ano: os centros de dados de IA estão a ficar com a maior parte da memória. A TrendForce diz que a DRAM vai continuar escassa, porque os servidores de IA ocupam a capacidade de produção mais avançada; no armazenamento, a falta de memória NAND pode aliviar na segunda metade de 2027, quando entrarem fábricas novas. Até lá, RAM e SSD vão continuar a subir, e há quem diga que a falta de memória dura até 2028.
Até componentes mais pequenos — placas de circuito, condensadores e chips de gestão de energia — estão sob pressão, o que pode significar preços mais altos ou esperas maiores.
Comprar agora ou esperar?
Se precisas de um portátil nos próximos meses, esperar dificilmente vai compensar. Em muitos casos, um PC de secretária continua a dar mais desempenho por euro e deixa-te trocar a RAM e o SSD mais tarde — vê os nossos guias Que PC comprar?. E se já tens um portátil, um upgrade de memória ou de SSD pode dar-lhe mais uns anos de vida.
Se estás indeciso entre um portátil e um PC de secretária, ou queres pôr mais RAM ou um SSD maior no teu portátil, passa na CHIP7 Portimão: ajudamos-te a escolher e fazemos a instalação.















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