Toshiba vai duplicar a produção de discos rígidos para enfrentar a falta de armazenamento — e já aponta aos 100 TB

Não são só as memórias RAM e os SSD que estão caros: os discos rígidos (HDD) também andam esgotados. Para responder, a Toshiba vai duplicar a produção de discos rígidos para centros de dados, com um investimento de cerca de 60 mil milhões de ienes (perto de 380 milhões de dólares). A notícia foi avançada pelo jornal japonês Nikkei Asia e confirmada esta semana pelo Tom's Hardware.
O que a Toshiba vai fazer
- Duplicar a capacidade de produção de discos "nearline" — os discos de grande capacidade usados em centros de dados e na nuvem — entre o ano fiscal de 2025 e o de 2027.
- O grosso do trabalho é na fábrica das Filipinas, no Laguna Technopark, onde já foram instaladas linhas novas.
- As linhas são mais automáticas: segundo o Tom's Hardware, as salas limpas precisam de 40% menos pessoas.
- Hoje, a Toshiba tem pouco mais de 10% do mercado. Quer chegar aos 30% a médio prazo, para ficar mais perto da Seagate e da Western Digital.
Segundo o Tom's Hardware, a Toshiba tem vendido todos os discos que fabrica.
O plano até aos 100 TB
Em março, a Toshiba começou a enviar amostras da nova série M12, com até 28 TB em gravação normal (CMR) e 30 a 34 TB em gravação sobreposta (SMR). A Seagate e a Western Digital já vendem modelos maiores. O plano para recuperar terreno:

| Quando | Capacidade | Como |
|---|---|---|
| 2026 | 28 a 34 TB | Série M12, já em amostras |
| 2027 | Classe 40 TB | Até 12 pratos |
| Por volta de 2030 | Cerca de 65 TB | Novas técnicas de gravação |
| Mais tarde | 100 TB | Sem data |
Os pratos são os discos magnéticos que giram dentro do HDD. Quantos mais couberem lá dentro, mais dados o disco guarda. Em outubro de 2025, a Toshiba anunciou ter sido a primeira a validar um disco com 12 pratos empilhados, a base dos futuros 40 TB.

A outra peça é a gravação. A MAMR usa micro-ondas para ajudar a cabeça a escrever dados em espaços mais pequenos. A HAMR, que a Toshiba também quer adotar, usa um pequeno laser para aquecer o prato no momento da escrita. Ambas servem o mesmo objetivo: meter mais dados em cada prato.
Porque é que há falta de discos
A culpa é, mais uma vez, da inteligência artificial. As grandes empresas de nuvem estão a comprar discos em quantidades enormes, porque continuam a ser a forma mais barata de guardar muitos dados. Segundo a Guru3D, cerca de 80% dos dados guardados em centros de dados ainda estão em discos rígidos.
Logo no início do ano, a Western Digital disse que tinha a produção de 2026 praticamente toda vendida, e os preços dos discos para casa subiram perto de 50% em poucos meses. É o mesmo filme que já vimos com a RAM e com os SSD.
E para quem tem PC em casa?
Não esperes milagres já. A expansão da Toshiba é para discos de centros de dados, não para os discos de 1 a 4 TB que se metem num PC. E só fica completa em 2027. Mesmo assim, mais fábricas a produzir alivia a pressão sobre todo o mercado, e é a primeira boa notícia em muito tempo para quem precisa de espaço barato para guardar fotos, vídeos ou cópias de segurança.
Até lá, vale a pena pensar bem no que compras: para jogos, um SSD continua a ser a melhor escolha; o disco rígido faz sentido para guardar muito por pouco dinheiro. Se precisas de mais espaço e não sabes o que compensa, passa na CHIP7 Portimão e ajudamos-te a escolher.















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