Greve de 24 horas na fábrica de memória da Micron em Taiwan e 80% da produção da Samsung para 2027 já vendida: a RAM não vai baixar tão cedo

Duas notícias de ontem e de hoje mostram porque é que a memória RAM continua tão cara. Em Taiwan, o sindicato da fábrica da Micron em Taoyuan, que faz chips de DRAM, está em greve de 24 horas. E na Coreia, a Samsung já tem 80% da memória que vai produzir em 2027 comprometida em contratos de longo prazo.
A greve na Micron
A greve começou às 9h de hoje em Taiwan (2h da manhã em Portugal) e deve acabar à mesma hora de amanhã, sexta-feira. Os números conhecidos:
- a fábrica de Taoyuan tem cerca de 3.000 trabalhadores, dos quais cerca de 2.400 são sindicalizados;
- na votação para autorizar a greve, 1.994 de 2.012 votaram a favor;
- o sindicato quer que 15% do lucro operacional da Micron vá para os trabalhadores e um sistema de partilha de lucros transparente e de longo prazo. A Micron ofereceu em setembro um bónus único de cerca de 27 mil euros por trabalhador, mais prémios anuais, mas o sindicato diz que um bónus de uma vez não substitui um sistema permanente.
A fábrica de Taichung, a maior da Micron em Taiwan, com cerca de 12.300 trabalhadores, chegou a acordo com a empresa na quarta-feira e não entra na greve. Segundo a agência taiwanesa CNA, citada pelo TradingKey, na greve de Taoyuan participam para já 11 dirigentes sindicais, e ainda não há sinais de que a produção tenha sido afetada.
A Samsung já vendeu quase tudo para 2027
Segundo a corretora coreana KB Securities, citada pela agência Yonhap e pela PC Gamer:
- 80% da produção de memória da Samsung para 2027 já está fechada em contratos de longo prazo, e os grandes centros de dados vão disputar os 20% que sobram;
- cerca de 70% da DRAM e NAND "normal" (a que vai para PCs e SSD) está em contratos de cinco anos;
- 100% da memória HBM, a das placas de IA, está em contratos anuais;
- o preço médio da HBM deve subir 100 a 150% num ano.
Para quem compra peças, a consequência é direta: a PC Gamer espera subidas de dois dígitos nos preços da memória para consumidores, de trimestre para trimestre, depois do ano novo.

O que isto quer dizer para quem quer comprar RAM
Uma greve de um dia, por si só, não muda os preços. Mas junta-se a um mercado onde a memória já falta: a própria Micron disse que a falta de RAM vai piorar em 2027 e 2028, e a TrendForce já previa subidas de 10 a 15% na DRAM até ao fim do ano.
Na CHIP7, a 22 de outubro, um kit Kingston FURY Beast DDR5 de 32 GB (2 × 16 GB) a 6000 MT/s CL30 RGB custa 854,90 €, e um kit de 16 GB (2 × 8 GB) DDR5 a 5600 MT/s custa 400,90 €. Explicámos porque é que 6000 CL30 é o ponto ideal para AM5 na review da Kingston FURY Beast RGB DDR5 32GB.

Se tens um PC com 16 GB e jogas títulos recentes, a subida para 32 GB continua a valer a pena, mas não há sinais de que esperar compense. Antes de comprar, confirma que tipo de memória a tua motherboard aceita (DDR4 ou DDR5) e quantos slots tens livres.
Para perceber porque é que a memória está tão cara, este vídeo do canal Behind Asia (em inglês) explica a falta de memória de 2026:
Quanta RAM tens no teu PC? Vota e diz-nos nos comentários se estás a pensar em fazer upgrade com os preços assim.
Quanta RAM tens no PC?
- 8 GB0%
- 16 GB0%
- 32 GB0%
- 64 GB ou mais0%
Se queres saber que memória serve no teu PC ou precisas de ajuda a escolher o kit certo, passa na CHIP7 Portimão.















0 comentários
Ainda ninguém comentou. Começa tu.